o café cotidiano tomou seu café em outras bandas, com outras pessoas e elementos que ofereceram um novo respiro aos nossos
projetos e planos. fomos pra aldeia velha, em companhia do @cinco pra continuar tocando um projeto chamado sementeira radiofônica no Ponto de Cultura Caipira.
simples: um carrinho de coco que torna-se uma rádio livre, um copiador, um disseminador de ideias, cds, conteúdo e sementes orgãnicas. assim, experimentamos um outro tipo de ambiente de trabalho, um galpão lindamente disposto ao lado dum rio e pela janela surgem cavalos, passáros e toda sorte de coisas lindas que seu olhar perceber. e a possibilidade de estar no mato, interagindo com outras questões e relações,sem no entanto interpretar essa linda realidade como um retorno idilico e essencialista de uma vida mais ôrganica, simples e conectada. sim, ela contém uma por uma dessas três últimas características, mas estavámos a mil, na web, no streaming, ou seja, em coisas que muitas vezes são interpretadas como opostas. e nessa, cria-se toda uma gama de oposições que de fato não precisam existir.
e isso não quer dizer que a vida no interior necessariamente deva estar atrelada a essas coisas, mas acredito que existe uma falsa ilusão de que um ambiente ‘rural’ exclui relações existentes num ambiente ‘urbano’.
o café aliou-se a bombons e cigarros trevo. com as hortaliças e lugumes da horta. com possibilidades de criação artísticas no paraíso, sem precisar antes doar dia-a-dia cada milimetro de célula pra coisas em que nem acreditamos tanto assim.
em breve mais percepções, em breve mais informações.
em aldeia velha também tem rádio livre, também tem café cotidiano.
Programa 20 – entre câe, novo minc sujo e mundos melhores.

Veiculado na Rádio Pulga( rádio livre!!!) no dia 4 de maio de 2011.
Esse programa já estava sendo pensado a tempos por mim, Ander, e a Geo Euzebio.
Apaixonadas pelo Caê, sobretudo, por suas ideias tropicalistas, por música, fanfarra e tudo de carnavalesco-colorido-pra frentex, foi triste ler muitas coisas escritas por Caetano e também acordar um belo dia e perceber as últimas feituras de ana de holanda, como se gil e juca realmente tivessem sido um sonho bom.
sim, acho que foi sonho, mas impossivel negar que muita gente acordou disposta e mais crente num mundo melhor com as sementinhas plantadas nessa última gestão em favor da cultura.
enfim, é isso, botamos pra tocar uma maioria de MÚSICA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA e algumas antigas irresistíveis ao tema.
o kléper participou desse café conosco, a cassia não conseguiu chegar.
Dois textos que inspiraram o debate foram estes do Universidade Nômade e do Cultura e Mercado.
ah, e é claro O PROGRAMA 20 AQUI!