o café cotidiano tomou seu café em outras bandas, com outras pessoas e elementos que ofereceram um novo respiro aos nossos
projetos e planos. fomos pra aldeia velha, em companhia do @cinco pra continuar tocando um projeto chamado sementeira radiofônica no Ponto de Cultura Caipira.
simples: um carrinho de coco que torna-se uma rádio livre, um copiador, um disseminador de ideias, cds, conteúdo e sementes orgãnicas. assim, experimentamos um outro tipo de ambiente de trabalho, um galpão lindamente disposto ao lado dum rio e pela janela surgem cavalos, passáros e toda sorte de coisas lindas que seu olhar perceber. e a possibilidade de estar no mato, interagindo com outras questões e relações,sem no entanto interpretar essa linda realidade como um retorno idilico e essencialista de uma vida mais ôrganica, simples e conectada. sim, ela contém uma por uma dessas três últimas características, mas estavámos a mil, na web, no streaming, ou seja, em coisas que muitas vezes são interpretadas como opostas. e nessa, cria-se toda uma gama de oposições que de fato não precisam existir.
e isso não quer dizer que a vida no interior necessariamente deva estar atrelada a essas coisas, mas acredito que existe uma falsa ilusão de que um ambiente ‘rural’ exclui relações existentes num ambiente ‘urbano’.
o café aliou-se a bombons e cigarros trevo. com as hortaliças e lugumes da horta. com possibilidades de criação artísticas no paraíso, sem precisar antes doar dia-a-dia cada milimetro de célula pra coisas em que nem acreditamos tanto assim.
em breve mais percepções, em breve mais informações.